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INTRODUÇÃO:

ESTUDOS BIOMOLECULARES DA WHO
Estudos moleculares da WHO, têm identificado várias alterações genéticas que são as bases da diferenciação que ocorre entre os gliomas.
O grau de progressão do tumor está associado com uma ordenada acumulação de mutações, que levam atipia celular, mitoses, necroses e/ou proliferação vascular.
Aproximadamente 33% dos gliomas GII são infiltrativos e são detectadas mutações no TP53 (gene) situado no braço curto do cromossomo 17p.
Os astrocitomas anaplásicos (GIII), a WHO aceita a pré-existência do GII ou detectado "de novo" que da mesma forma a mesma incidência de mutações no TP53. Existe ainda perda a de heterogozidade (CLOH) no braço curto do cromossomo 19p em mais de 40% dos casos.
A progressão dos astrocitomas anaplásicos também envolve alterações em outros gens supressores tumorais, incluindo alterações do gen Rb que está situado no braço longo do cromossomo 13q.
Finalmente os GBMs (G-IV) têm algumas incidências dessas alterações genéticas e uma incidência de 70% da (LOH) no cromossomo 10 e 13 apresentam ainda, apresentam amplificação do gene receptor do fator de crescimento epidermico (EGFr).




































































































































ABREVIATURAS:
LOH = Loss of Heterogosy ;  p = braço curto do cromossomo; q = braço longo do cromossomo; Rb = gene retinoblastoma











































BIOLOGIA MOLECULAR OS GLIOMAS
Conceitos:
I - O câncer é freqüentemente conhecido por diversas alterações moleculares específicas que se acumulam nas células do nosso organismo.
II - Essas alterações (mutações) causam proliferações celulares inapropriadas de diversas formas que resultam futuras mutações benignas tais como:

TIPOS DE ALTERAÇÕES MOLECULARES NO CÂNCER DE UMA MANEIRA GERAL
Observações:
      Os gens responsáveis por esses reparos, são conhecidos como: genes supressores tumorais.
      Uma simples cópia deste gene supressor tumoral é suficiente para manter a normalidade funcional da célula.
      Para que haja o desenvolvimento tumoral, terá que haver a perda de um ou de ambos gens alelos.
























CONCEITOS GERAIS:

Mutações:
De uma maneira geral, mutação pode ser definida como um processo inerente dos organismos que sofrem mudanças genéticas de um estado para outro. Elas podem ser benéficas ou letais.

Ponto de vista evolutivo:
A teoria da evolução de Darwin pode ser resumida da seguinte forma:

Observação:
A seleção natural não atua diretamente no genótipo, mas sim sobre o fenótipo, produzindo adversidade orgânica que observamos atualmente.

TIPOS DE MUTAÇÕES:
Aberrações cromossômicas

Alterações numéricas:

Observação:
Estes exemplos referem-se à mutações germinativas, mas no caso de câncer as mesmas mutações podem ocorrer, podem em células somáticas.

HISTÓRICO:

































"Conhece-te a ti mesmo", aconselhava Sócrates por volta de 2500 anos atrás.
Frase de destaque no livro de Issak Asimov.

O Estudo do DNA















TIPOS DE CROMOSSOMOS - CROMATIASE CROMATINA
CONCEITOS IMPORTANTES












































































































































A NOVA NECESSIDADE DO NEUROCIRURGIÃO

RESULTADO FINAL
Toda doença é psicossomática e social. O neurocirurgião é médico, lida com o tecido mais nobre e deve exercer a sua nobreza com a maior dignidade.
CLASSIFICAÇÃO  DOS GLIOMAS CONFORME  A OMS (WHO)
Tumores da linhagem Astrocitárias do Sistema Nervoso Central (tumores gliais / categorias I - V) e tumores da linhagem oligodendrocítica, conforme listado abaixo:




























































Tumores da linhagem oligodendrocítica, conforme listado abaixo:


RM em T1


Astrocitroma anaplásico - sem contraste; com contraste e por difusão

Estudo histopatológico


Hipercelularidade, vasos sangüineos anormais, necrose e sem imagens de mitose.
RM em T1 e T2



Estudo histopatológico

Glioblastoma multiforme - T1 com contraste e T2 sem contraste
Hipercelularidade, vasos sangüineos anormais, necrose e com imagens de mitose.

RM em T1
Estudo histopatológico




Astrocitoma pilocítico - T1 sagital com contraste; T1 em flair sagital; T1 coronal sem contraste e T2 coronal com contraste
Celularidade moderada com predomínio de áreas protoplasmáticas, com degeneração microcística.
Aspecto geral frouxo e e hidratado

RX e TC
Estudo histopatológico
Estudo histopatológico
RM em T1








calcificação
Oligodendroglioma cístico - RX de crânio com calcificação e TC's
Oligodendroglioma cístico - RM em T1 sagital com contraste (imagens 1 e 2) e em
corte coronal
Aspecto histopatológico com hipercelularidade onde pode-se observar células com aspecto de "ovo frito".
Aspecto histopatológico com células pequenas e uniformes entremeadas com redes capilares em "tela de galinheiro".


Heredograma
Mostrando os 23 pares de cromossomas.
Braço curto do cromossoma

Braço longo do cromossoma

Esquema representando o bandeamento cromossomial
(atividade dos gens nos seus respectivos loci)

Ciclo celular


O conhecimento do ciclo celular durante as suas fases de divisão, é de fundamental importância.
Divisão celular


Mitose - fases
prófase
prometáfase
anáfase
metáfase
telófase
interfase
Observação:
durante a interfase ocorre o ciclo celular

Gregor Mendel
A experiência genética realizada por Mendel na floração de ervilhas
Antonius Van Leeuwenhoek
Camilo Golgi (fig.à esquerda) descobre a estrutura da célula viva denominada "Aparelho de Golgi".
Marcelo Malpighi, anatomista, estuda a microcirculação pulmonar, renal e estruturas no interior das células.
Na década de 50 Watson e Crick, idealizam o modelo do DNA em dupla hélice (à direita).
Em 1953 foram os agraciados com o prêmio Nobel de medicina.
Um cromossomo com o seu DNA (gens) em dupla hélice
Ilustração de um cromossoma metacêntrico, durante a metáfase com suas cromátides.
1
2
3
4
5
6
7
citosol (1)

ribossomas (2)

nucleóide (3)

membrana citoplasmática (4)

parede celular (5 + 6)     

cápsula (7)
Célula procariótica
Célula eucariótica
Durante a formação dos sêres vivos nos oceanos primitivos, surgiram os procariônticos unicelulares, cujo material genético estava disperso no seu citoplásma. Com a evolução surgiram sêres mais complexos, eucariônticos, com seu material genético envolvidos por uma membrana nuclear e diversas estruturas citoplasmáticas mais complexas.
cadeia de proteína em crescimento
(polipeptídeo)
Cadeia de aminoácidos
ribossoma
ribossoma
RNA-t
Códon
Anti-códon
RNA-m
Esquema ilustrativo da síntese de proteína através de uma molécula de RNA-mensageiro
Rb
+
Rb
+
Rb
+
Rb
-
Rb
-
Rb
-
Ilustração do gen Rb, que leva o indivíduo a apresentar o retinoblastoma.
Indivíduo normal homozigoto (Rb+ Rb+)
Indivíduo normal Heterozigoto (Rb+ Rb-)
Indivíduo portador de retinoblastoma (Rb- Rb-)
Interfase - momento em que a célula entrará em uma nova divisão que ocorre a maior atividade de síntese das proteínas.
Membrana nuclear
RNA-mensageiro
RNA-m
Ribossoma
DNA-polimerase
citoplasma
Dupla hélice de DNA
1     2    3    4     5     6    7    8     9    10  11  12
célula
293
carcinoma sebáceo
durante o envelhecimento
RNA-ase
l
l
l
membrana nuclear
núcleo
centrómero
cromossoma
telómero
Visão por fluorescência da atividade da telomerase nas extremidades dos comossomos.
Técnica de ampliação da atividade da telomerase
(enzima responsável pela imortalidade da célula).
Na linha 6 - podemos observar a perda da atividade da enzima, levado ao desenvolvimento de um carcinoma sebáceo
No DNA existem gens ativos e inativos. Os ativos são denominados de EXON e os inativos INTRON.
Durante a síntese de proteínas ocorre o splicing: os INTRON's são bloqueados de forma que somente os EXON's unem-se e formam as proteínas
Haste de DNA com sua seqüencia de bases nitrogenadas
DNA formado após o splacing
Aminoácidos para formação das proteínas
Interligação neuronal funcional com suas sinápses.
Cérebro normal
Astrocitoma Pilocítico
(WHO grau I)
Astrocitoma de baixo grau
(WHO grau II)

Astrocitoma Anaplásico
(WHO grau III)



Glioblastoma Multiforme
(WHO grau IV)



Diferentes fases dos Gliomas
Eventos moleculares que ocorrem durante a origem dos Gliomas
Alterações moleculares






waf1 / Cip1
Anil Sehigal, phD - Deke Slayton Center for Brain Cancer Stadies and Pacific Northwest Cancer Foudation, Northwest Hospital, Seatle, Washington.
Seminars in Surgical Oncology - Gerald P. Murphy, MD Editor - january / february 1998
Biologia Molecular dos Tumores Cerebrais